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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

AMAR ETERNAMENTE...

Um dia adormeci…
No teu olhar infinito…
E vi o mundo a girar…
Nas asas da liberdade…

Deixei-me levar pela felícia…
Em nirvana de sensualidade
Perdi-me nas entrelinhas…
Do teu corpo sensual…

Hoje indago o infinito...
Buscando minha estrela…
No negrume da constelação
Acordado até a alvorada…

Vejo reflexos e fotos…
De falésias, praias e trilhos
Clichés de felicidade adiada
Que se exibe na tela mundana

Vou ficar adormecido…
Na recordação do teu olhar
Até conseguir um dia…
Amar-te em liberdade…

Apenas por ti…vivo…
Desejo-te mortalmente
Ainda que morra...
Desejar-te-ei eternamente…

António Afonso 2017/08/04

(Reservados direitos de autor – lei 50/2004)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Salva-me…

Desperta minha alma…
Só vejo sonhos a ruirem…
Enclausurado entre muros…
Agarrado ao passado…

Ouve minha voz!
Ela fala quando anseia…
Hipnotizando o tempo
Com visões do futuro

Abre tua janela…
E deixa entrar o sopro
Que sustem minha vida
Nas asas da memória…

Desejo abraçar-te…
Nas planícies da quietude
Onde o beijo se escapa
Para despertar o ser…

Apenas sobrevivo…
Neste mundo vazio…
Que outrora..meus sentidos…
teu perfume embriagavam…

Quero desfazer as barreiras…
Que nos separam da paixão…
E edificar todas as pontes…
Que logrem unir nosso amor…

Apenas palavras escrevo…
Nas areias do tempo…
Para que um dia o vento as leve…
Numa brisa suave que te vá acariciar

Salva-me!
Visita meu templo…
Onde apenas tu existes…
Para me fazer sonhar…


António Afonso 2017/07/18

(Reservados direitos de autor – 50/2004)

sábado, 8 de julho de 2017

MAR DE PAIXÕES…

As emoções vadias…
Procuram-me nos atalhos…
Nas praias vazias da mente
Onde a solidão me visita…

Nas dunas desertas …
Perdidas na ampulheta da vida
Apenas a noite se ilumina…
Com a sombra dos desejos…

Vagueiam nas memórias…
Procurando avistar-te…
Sem nunca naufragar…
Em águas de outro mar

Deixaste-me a deriva…
Num oceano vazio…
Sem sal para curar…
Sem ondas para agitar

Como faço eu…
Para nadar até ti…
Chorar não enche mar
Tão pouco consigo boiar

Apenas consigo delirar
Com ténues reflexos…
De tempos ensolarados…
Pelo brilho do teu olhar

Neste mar de gente…
Sinto-me desorientado…
Sem a bússola do teu amor
Para me guiar até ti…

Os tubarões rodeiam-me…
Mas não prescindo de ti…
Outros ventos hão de soprar
Que me levarão ao teu porto

Serás minha sereia
Nas praias do sonho…
Nas águas da vida…
Nas noites de paixão…

Perscruto o horizonte…
Esperando divisar…
A terra do teu viver
Até a alma finar-se…
                                          António Afonso 2017/07/08  (reservados direitos de autores

sábado, 17 de junho de 2017

HOMEM DE RUA...

Caminha sozinho nas areias...
Mão nos bolsos com frio nas veias

Homem solitário na vida vagueia
Nas ruas vazias procura sua ceia...

Refugia-se nas atenuas memórias
Em instantes de vida lúcida e sóbria

A calçada não censura pegadas...
Com partidas e ausências de chegadas

Conta as estrelas de olhar vazio...
Deambulando pela noite com ar vadio

E quando o sol banha a sua carola
Delira com recordações de gabarola

Sonha com verdadeira mão amiga...
Tem poucas forças, não quer briga...

A esperança fica no fundo da garrafa
Anestesiando sua dor a cada golada

Soluça, mas não cede a falsa piedade
Ciclo vicioso gerado pela sociedade

A moeda por si não alivia..
Vaidosa caridade de culpa vazia...

Esta alma vestida de homem...
Perdeu-se no caminho de ontem

Procurando o amanhã que foge...
Esquecendo-se de viver hoje...

Se alguém encontrar essa criatura
Estendem-lhe uma mão segura

As pisadas nunca se cruzam em vão...
Solitários na rua amanhã talvez serão...

Mão amiga as tantas pedirão...
Ao homem que vagueia na solidão

ZÉBIO 2017/006/17
(Reservados direitos de autor- Lei 50/2000)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

LÁGRIMAS AO VENTO...

Ainda ontem…
O tempo era infindável…
A idade concluía de nascer…
O mundo se apresentava…

A voz ecoava…
A palavra se fazia…
Os ruídos rasgavam o silêncio
E a visão saía a descoberta

As primaveras se foram…
Levando tua sensualidade…
Deixando recordações…
E saudades aos milhões...

Levaste o meu tempo…
Para ocultar do meu olhar
Os frutos proibidos…
Germes da nossa paixão

Atirei aos quatro ventos
Lágrimas de amor…
Envoltas na esperança…
Para encontrar teu altar

Como se fosse semente
Momentos do agora…
Vividos intensamente…
No calor da tua hora…

Para germinar no teu peito
Com sabores de outrora…
Fortalecidos pelo desejo…
De uma nova aurora…

António Afonso 2017/06/07

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

AMOR QUE NUNCA MORRE...

Ouço ecos na mente…
Palavras perdidas…
Murmúrios de gente…
Pesares de outros tempos

Ouvidos selados…
Sentidos negados…
Emoções a flor da pele…
Desabafos de sempre…

Queixas da mente…
Que o tempo não conhece
Anos que se fecharam…
No amago da nossa história

Persianas pesadas…
Sequestro da escuridão
No quarto dos fantasmas
Gritando por ti…

Quero parar a vida…
Apagar o horizonte…
Mas teu sorriso insiste…
E a saudade me assiste…

Meu coração chora…
Todas as palavras…
Todas as promessas…
Desfeitas pelo medo…

Vem dormir no meu peito
Sem ti a vida não tem jeito
Nesse teu olhar perfeito…
Os erros são desfeitos…

Estou a tua espera
Em lençóis de remorsos
Amarrado pela paixão…
Ao amor que nunca morreu

António Afonso 2017/06/02

(reservados direitos de autor- lei 50/2004)

sábado, 27 de maio de 2017

LIGADO A REDE...

Ligo-me a rede…
Com sede de notícias…
Procuro-te nos reflexos…
Que nascem na tela…

Auscultador nos ouvidos…
A música soa melancólica
Estremeço de saudade
Perante o brilho do teu olhar

Então deixo-me levar…
Pelos trilhos do desejo…
Fechos os olhos…
Para sentir teu beijo

Queria tanto voltar…
Aos nossos momentos…
Mas até a mente se cansou
De esperar sonhando…

Não sei mais que dizer…
Apenas olhar no vazio…
Ver-te nas redes sociais
Distante demais…

Cansado de viver no passado…
Ajoelho-me no presente...
Para chorar anos de dor…
Agarrando-me as memórias…

Os dias passam sem parar
Na estrada infinita da vida
Parece que foi ontem…
O” hoje” segue sem demora

Meu coração está cansado…
Fica difícil continuar…
Eu desespero para te tocar
Quero viver para te amar

ligado a tela…
Vivo sonhando…
Morro aos poucos…
Enlouquecendo por ti…

António Afonso 2017/05/27

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)