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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Que se foi…

De tudo fiz…
Para não te esquecer
Agora nada tem sentido
A realidade me abanou

Vejo-te sorrir…
Nesse velho caminho
Onde o verde se esconde…
E tua beleza sobressai…

O tempo deixou marcas
No corpo e na pele…
Mas não conseguiu…
Roubar tua alegria…

Somente te vejo…
Afastando-te no trilho…
Longe do teu olhar…
Recuso-me sem ti ficar

Que faço eu agora?
Se eras referência nos meus dias
Em quem penso eu a toda a hora?
Se tu eras vicio na minha mente

Enquanto crias o teu equilíbrio
Nos braços da mãe natureza
Eu perco o meu juízo
Nas noites de solidão

Vai…
Continua tua história…
Sem mim tem menos drama
E eu... prossigo sem minha dama

Sigo…
tua sensualidade...
Que se foi no caminho
Do adeus…

António Afonso 2016/12/21

(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

TENTEI...

Tentei agarrar a lua…
Mas nem a sombra alcancei
Debaixo dos meus pés fugiu…
Quando me despedia de ti

Ainda hoje me segue…
Quando penso em ti…
Meus passos se perdem
Quando a tento calcar…

Olho para o vazio…
Só vejo montes e estradas
De que lado fica tua vida?
Será que ainda me vês?

Brancas são minhas noites
E negros são meus dias…
Sonho acordado…
Vivo adormecido…

Tentei agarrar o tempo
Mas até o vento fugiu…
Por entre dedos…
Quando gritava por ti!

Ainda hoje me acossa
Quando se fala de ti…
Meu coração se perde
Quando deseja amar

Olho para o futuro…
Só vejo encruzilhadas…
Que caminho te escolheu?
Será que volta para mim?

Minha espera é longa…
Meu tempo é curto…
Espero sentado…
Descanso de pé…

Tentei…
Nunca deixar…
De tentar…
Para nunca deixar…
De te amar!

António Afonso 2016/12/20

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

SONHO DESFEITO…

Dias longos…
Anos eternos…
Ousadia efémera…
Delonga imposta…

Desafiando o medo…
Telemóvel na mão…
Hesitante por instantes
Receando censura…

Enfim ouço tua voz
Colado ao aparelho
Ligo-me ao teu mundo
Olvidando-me do tempo

Neste jogo de palavras…
Procuro minha redenção
Querendo reavivar paixão
No teu receoso coração

Muitos nãos…
Quando o sim se acobarda
E o desejo se nega…
Aos ouvidos de quem suspira

Dizes que a confiança morreu
E o nosso tempo se foi…
Que o ressentimento se retirou
E a vida mudou…

E eu…
Fico deste lado…
Pendurado no fio…
Extraviado na dor…

Passos perdidos…
Fixo no horizonte…
Lagrimas ao vento…
Pernas trémulas…

Conversa de circunstância…
Despedida forçada…
Ilusões quebradas…
Sonho defeito…

Fica bem…


António Afonso 2016/12/14

(Reservados direitos de autor – lei 50/2004)

sábado, 10 de dezembro de 2016

POR TI...


Desisto do caminho…
Que me afasta de ti…
Recuso doar meus passos…
Numa jornada em vão…

Desisto de fechar os olhos…
Quando o sol se põe…
E tua silhueta se oculta
Na escuridão da noite

Desisto de me calar…
Cansado de te chamar
A voz se vai no vento
E desparece no tempo

Desisto de dormir…
Na noite vazia…
Ansioso pelo dia…
Da tua chegada…

Desisto de ser…
Sem ti não sou…
Apenas quero ser…
A razão do teu viver

Por ti nunca desisto…
Em fazer guerra…
E desafiar o mundo…
Para te ter nesta terra…

Por ti…
Até ao fim…
Dou tudo de mim…
Para te ver por fim…

Neste…
Amor…
Sem fim!

António Afonso 2016/12/10

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

PROCURO-TE…


 Sentado no vazio…
A espera de algo novo…
Segurando-me por um fio…

Amarrado nas emoções…
Cavalgando provas ocultas…
Nas falhas do coração

Parado no movimento
Sem travar as horas
No andamento do tempo

Aguardo seguindo
Impulsos que se foram
Como se fosse absinto…

Busco bagatela…
Nas feiras da vaidade…
Onde ninguém me dá caravela

Deambulo ao sabor do vento
Que me sopra o rumo…
Quando o passado se ostenta

Navego inseguro
Na tormenta do silêncio
Esperando atracar em porto seguro

Quero ficar contigo…
Apenas quero-te amar…
Não te assustes com o meu grito

Minha voz não sabe falar
Dá-me tua fala…
E da minha garganta proza brotara

Meu corpo não sabe chorar…
Deita tua cabeça em meu peito
E o sono o céu ganhara

Meu nome não se conhece
Sopra-lhe palavras de amor ao ouvido
E a paixão o clamara em prece

Procuro-te….
Nas palavras de amor
Da nossa história…

António Afonso 2016/11/30
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

NOITE DE BRILHO...

A tua espera...
Perseguido pela solidão...
Escondo-me da tristeza
No meio da multidão...                                                  
 Vejo-te bonita…
Nas ruas de luzes…
Oferecendo sorrisos
Aos desavisados estranhos

Pairam sobre tua cabeça
Chapéus de cordéis luzentes
Que te querem enlaçar
Sem nunca mais apagar

Estão unidos pelas estrelas
No brilho do teu olhar
Que indaga a escuridão
Para aclarar meus passos

Caminho na alegria…
Abrindo janelas de saudade…
Na rua que se estreita ao infinito
E me leva nas asas do sonho…

Aguardo-te…
Nos trilhos do amor…
Nos cumes da esperança
Onde a vida dança…

Espero-te na noite…
Onde a estrela que brilha
Sempre a sorrir para mim
E se transforma em dia...

És tu!

António Afonso 2016/11/29

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 26 de novembro de 2016

O CÉU...NA TERRA...

O céu…na terra…
É uma escolha da mente
Onde a sabedoria descansa
Depreendido do ego

Uma ilha que deriva
Nos caudais do saber
E se mantém a tona…
Resgatada pela vontade

Vai trepando consciência
Desafiando a gravidade
Funambulismo nos cumes
Bambeando na corda da vida

Alucinações feliz…
Fragmento de realidade…
Que a mentira isola…
Mas o erudito cola

Nada se encontra…
Apenas o conhecimento…
Permite alcançar o trilho
Que nos leva ao paraíso

O céu na terra…
É um estado de ser…
Ele está omnipresente…
Basta saber amar…

O meu céu…
Está contigo…
Em ti...


António Afonso 2016/11/26

(reservado direitos de autor –Lei 50/2004)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

BORBOLETAS DE AMOR…

Abri o casulo do peito...
E Libertei mil borboletas…
Que penavam no coração…
Desde a tua partida

Esvoaçaram pelos céus …
E pintaram mil telas…
Com elas forrei meu quarto
Para colorir meus sonhos

Desenharam portais…
Para entrar no teu reino
cavalgando o arco-íris…
Da nossa paixão

Pedi-lhes em prece...
Para abençoar minha vida…
Com as cores dos teus olhos
E o brilho do teu sorriso

Guardo-te no coração…
Minha borboleta…
Onde meu amor por ti
Tem mil cores

António Afonso 2016/11/17

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 12 de novembro de 2016

Fluir em ti..

Sentei na pedra e chorei
Nas águas do rio tempo
Vi meu reflexo …
Distorcido pelas lágrimas

Quero escoltar a corrente
Mas ela se afasta sem dó
Levando consigo…
O reino dos meus sonhos

Hoje lavei minha alma
Nas águas sem rumo…
Purificadas pelo tempo…
Que outrora foi nosso…

Neste rochedo te espero…
Sem medo do futuro …
Pelo leito da esperança
Meu amor segue eterno

Dá-me força…
Faz de mim tua prece…
Em busca do nos dois…
Neste rio sagrado

Este Danúbio…
Que nasce do amor…
Que cresce a cada dia
E vai afluir ao coração

Deixa-me…
Fluir em ti…

António Afonso 2016/11/13
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 8 de novembro de 2016

DANÇAR SOZINHO...

Desenho:António Afonso
Não consigo deixar de dançar
Sozinho na minha mente…
Seduzido pelo bailar eterno
Dos teus movimentos…

Todas as noites…
Questiono as estrelas
Porque fui preterido
E outro escolhido?

No meu canto fiquei
Imaginando-te bela…
Eu sei que não sou mais
Aquele que pinta tua tela…

Sigo dançando sozinho
Perguntando as estrelas…
Se ainda continuas brilhando
Para quem teu sorriso levou

No meu canto fiquei…
Quando o choro parou
E outro secou tua lágrimas
para roubar teu brilho

És promessa…
De vida por cumprir…
ÉS sonho proibido…
Resplandecência do passado

Não consigo deixar de dançar
Na minha mente…
Seduzido pela batida do teu coração
Que ainda hoje sinto…

Não quero continuar…
A dançar sozinho…

António Afonso 2016/11/08

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

AMOR VELOZ...

Fugimos do mundo…
Sem cinto de segurança
Neste carro destravado
Pela loucura apaixonada

E as milhas voam…
A procura de sonhos…
Sem rumo imaginado
Pela via da fantasia…

Ela se deita aos pés…
Quando cai a escuridão
Somente a luz obedece
Quando o desejo nos une

Palavras sussurradas...
Amor suado…
Velocidade inebriada...
Desconhecendo travões

Somos livres…
Afagados pelo vento...
Movidos pela paixão…
Derrubando barreiras...

Somos conduzidos…
Pelo destino…
Atraídos com imano
Pela potência do amor

Aceleramos o bólide…
Cortamos as algemas…
Olvidamo-nos da realidade
Corrompidos pelo sonho

Destravados pelo desejo
Na estrada da exaltação
Iniciada com um beijo
Terminada com amor.

Com paixão…
Que não abranda…


António Afonso  2016/11/04

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

domingo, 30 de outubro de 2016

O tempo de um beijo…

Ele flui lentamente
Retido pela saudade
Seduzido pelos ecos
Nos túneis do passado

Olvidou que existe...
Sem fantasias para te dar
Sem abraço para unir…
Sem ti para sonhar… 

Entregou-se ao sono…
Para não te ver chorar
Deprimindo meu universo
Com a tua ausência

Diz as nuvens…
Para se apartarem…
E deixar que a chuva
Lave meu coração

Dá-me um sinal…
Um sentido beijo…
Para que o tempo
Dê um grito de desejo

Ele se esgota…
Suspenso no teu olhar…
Nunca mais quer acordar
Sem te poder beijar

António Afonso 2016/10/30

(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Uma canção de amor…

Atraída pelo desejo…
Nas cordas trémulas da voz
Intemporalmente sentida…
Quando a fantasia nasce

Ela procura o amor…
Palavras ciciadas ao vento
Apaixonadamente belas…
Insanamente purificadoras

Inspirador no piano…
O pianista cria o sonho...
A melodia se evade…
Deliciosamente sem medo…

O silêncio morre de inveja
Quando o prazer nasce…
E o talento se mostra…
Na paixão que não se esgota

Uma cantiga de fado
Um destino de afeição
Um hino para ti
Um carma com paixão

Um cântico de gente
Uma vida de amor
Uma canção para ti
Uma vida com ardor

Uma música para a vida
Uma canção para ti.

António Afonso
2016-10-26


(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Dama de prata…

Vistes o âmago do Universo
Crónicas de paixão em versos
Esculpidos na pedra anos a fio
Levadas pela chuva até ao rio

Alma de prata, filha da lua
Vestindo-te de vida nua
Na escuridão te vais deitar…
E no tempo acordar.

Abres os olhos para o dia
Em reflexos de sabedoria
Para as trevas iluminares
E o medo aniquilar.

Deita-te ao meu lado
E suaviza meu triste fado
Abraça minhas limitações
E pacifica meu coração.


Alma de prata…
Retira-me a casca
Minha Dama…
Liberta-me a alma.

António Afonso 2016/10/25
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Espero-te sonhando…

Espero-te sonhando…
Nestes dias cinzentos
Na saudade que se mostra
Resgatando a memória

Chamando por ti…
Quando o tempo se ausenta.
No espaço que encolhe
Sem a tua presença…

Assombrado sou…
Quando o sono se nega
E a noite se alonga
Até o dia cobrar…

O peito arde…
Quando balbucia teu nome
Pela porta do desejo…
Esperando eco.

Espero por ti…
No despertar de cada dia.
Na soleira da porta…
Que se abre ao suspiro…
De um coração vadio.

Que caminha para sul…
Desnorteado neste vazio…
Que em tempo preenchestes
Com o calor do teu corpo

Espero-te sonhando…
Neste ermo de esperança
Para poder te tocar…
E por um dia te beijar.

Espero por ti…
Sonhando…


António Afonso 2016/10/24

(Reservados direitos de autores – Lei 50/2004)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Gotas de paixão…

O pensamento desliza…
Na via molhada…
Pela sentida emoção …
Absorta na existência…

Procura uma saída…
Um sítio nunca achado
Uma terra nunca tomada
Um trilho nunca usado

Busca liberdade…
Um pedaço para sonhar…
Numa ilha de silêncio…
Onde o mar nunca se cala…

Investindo nas muralhas…
Nas portas fechadas…
Janelas lacradas…
Ao vento…

Buscando tolerância…
No olhar alheio…
Na palavra verdadeira
No derradeiro abraço

Abriga preciosamente…
O saber de outros tempos
A independência do ser
E o nascer da exaltação

As nuvens mentais…
Ameaçam descarregar…
Lagrimas de saudade…
Aos quatro ventos…

Gotas que a paixão…
Transforma em amor…
Incondicional…
Pelo ser humano…


António Afonso 2016/10/18
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)