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domingo, 31 de janeiro de 2016

A CAMINHO DE LISBOA

É HOJE QUE VOU PARA LISBOA
A PROCURA DE UMA ALMA BOA
VI FOTOS NAS REDES SOCIAIS
BELA ESTAVA NO MEIO DOS FLORAIS

SINALÉTICA VIRADA PARA SUL
APEADEIRO EN SÃO PEDRO DO SUL
AGORA MESMO SIGO PARA LISBOA
DESTINO BAIRRO DA MADRAGOA

RECONHECI UMA ALMA BELA
LIVRE, SEM FOTOSHOP NA TELA
COM BELOS TEXTOS NA NET
SEM TRAGÉDIAS COMO HAMLET

DAI-ME ESTRADA PARA LISBOA
EM FÁTIMA PERNOITO NA BOA
LINDAS CELEBRAÇÕES MARIANAS
REDOBRADA FÉ QUE NÃO ABANA

OS QUILÓMETROS DEBAIXO DOS PÉS
FOGEM PARA AO LADO DE NAZARÉ
COM AREIAS QUE SE PERDEM ATÉ A FOZ
BANHO E SOL NA FIGUEIRA-DA-FOZ

É HOJE QUE VOU PARA LISBOA
FESTA E FADO, QUE LINDO QUE SOA
NO COLOMBO VEJO PEÇAS DE MEDINA
ARTIGOS DAS ARÁBIAS NA LOJA FINA

OBSERVO PARA LÁ DO HORIZONTE
SURGE DE GALA POR VALES E MONTES
LISBOA RAINHA DAS SETE COLINAS
A ALMA QUE SE REVELA EM SURDINA

É HOJE QUE VOU PARA LISBOA…

ANTÓNIO AFONSO 2016/01/31 (RESERVADOS DIREITOS DE AUTOR- LEI 50/2004

sábado, 30 de janeiro de 2016

Abre os olhos


Mais uma vez…mais uma noite eterna e branca
Os teus medos vadios não te deixaram dormir
 Nos teus desvarios o sono ocioso se tranca
Mais um dia… mais receio do que há para vir

Alimentas os teus fantasmas escondidos
Pesada cortina poeirenta aniquila a luz
 Mente repleta de histórias e sonhos ardidos
Abre os olhos ao mundo, carrega a tua cruz

Conta as pedras e os passos da felicidade
Desata o nó que mortifica o velho doente
Deixa fugir as ilusões e a senhora vaidade
O ser de alegria contagiar-se-á de repente

 Abriga os raios pintados na nova bandeira
 Irrompem com mil tonalidades inovadas
Com a força que faz explodir a cegueira
Despertando visões de vidas passadas

Abre os olhos, este é um novo começo
Deixa cair os medos e pega na alavanca
Que te projecta alem no firmamento
 És uma estrela e o teu brilho a esperança


António Afonso- 2013-04-17 (Reservados direitos de autor-Lei 50/2004)

DELÍRIO

E se o mundo começasse agora
Um raio qualquer… a qualquer hora
Como se nada tivesse existido nunca
Sem ano…sem dia nem segunda
 
Na tua cabeça começa tudo de novo
Sem informática, nem galinhas com ovo
Não há trabalho, nem filhos na escola
Não se vê ninguém a jogar a bola

A tua existência caótica se desfaz
A tua vida pacata já era e nada se faz
Numa chuva de neurónios sem nexo
Ao acaso nos confins do universo

Onde guardas as ideias sem cabeça
Realidade deturpada e avessa
Pernas que já foram e não são hoje
Para que serve o chão que te foge

Se queres criar de novo a tua ilusão
Como vais transpor a barreira da ficção
Se tu não existe senão em memória
Num cérebro que passou a história

Nada… a não ser poeira cósmica
Onde a razão turva se torna cómica
Neste jogo fictício e indetectável
Juízo meio sadio meio instável

Deixa que a natureza se exponha
Sem tradição e cerimónia medonha
Porta-estandarte sem bandeira no mastro
Delírio em representação dramática neste teatro

António Afonso

2014/11/30 (reservados direitos de autor-lei 50/2004)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

CIDADE ETERNA


Ruas desertas e folhas dispersas da cor do outono
Gavetas vazias e secretíssimas imagens de abandono
No plano infinito dum sonho utópico
Vislumbro sombras de um passado lunático


Prédios finitos, carregando beleza de outros tempos
Arcos de triunfos vitoriando feitos do firmamento
Gravado está o nome dos ilustres, pela mão fraterna
Mundos de sabedoria ancestral na cidade eterna

Ruinas testemunham o passado
Majestosas viram muitas lutas
Golpeiam o céu de nuvens carregado
Histórias e vidas de infindável labuta

Olhai… tudo na pedra já foi escrita
Retirai o luto do silencioso tempo
No papel e na glória muito foi dito
Suor e lagrimas levadas pelo vento

O legado carreteia verdades de centúrias
Repletas de anos de paixão e sentimentos
Atos de sensatez e por vez de incúria
Que nos nortearam até este momento.

António Afonso

2012-10-20   (reservados direitos de autor-lei 50/2004)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O belo navio


Abro a janela e espio com preguiça o dia
Tudo inicia de novo nesta nova jornada
Navego no mar da vida que me guia
Despido do ego sigo na minha jangada

Leveza da alma no rumo da esperança
Remos rompem o silêncio das águas
Oscilando ao sabor da corrente que dança
Segurando firme nestas quatros tábuas

Não receio a força dos corrupios
A providência me estende a mão
Afastado dos pensamentos ímpios
Costas vergadas pelo ónus em vão

Possuo um casco forte para seguir rumo
Velejo quebrando tormentas e barreiras
Com velas ao flato presas no cume
Até atracar o navio no cais de madeira

Tempestades e medos ficam para traz
A terra firme se prostra a minha frente
Guiado pelo voou de um alcatraz
Vislumbro porvir na vida presente

Mil viagens, eu fiz como rei…
Fechados estão no meu coração
Os únicos tesouros que guardei
Respeito e amor da tripulação

António Afonso

2016/01/22     (Reservados direitos de autor – lei 50/2004)

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O TEMPO

Em pequeno sonhava acordado
O mundo era lindo e tinha amor
Na escola brincava-se fardado
Recreio repleto de som e cor

O tempo levou a nossa inocência
O corpo cresceu e o sonho morreu
Ficou soterrado pela decadência
Nesta sociedade onde nada é teu

Nada há, e tudo se paga a dobrar
Espelho da vaidade sem reflexo
Realidade virtual e vazia no altar
Reflectida numa vida sem nexo

Agrilhoado as correntes da rotina
Arrasta-se o corpo a cada passada
Com vontade de fugir em surdina
Pelos fundos trepando escada

Vejo lágrimas nos olhos dos homens
Que querem mudar a mente do mundo
Os peitos se enchem de ar e coragem
Para reconhecer os erros profundos

Poderá haver uma nova infância
Sem a volta triunfal da inocência?
Poderá alguma verdade renascer
Sem o vil ego do homem morrer?

António Afonso

2014-10-27           (Reservados direitos do autor - lei 50/2004)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A vida sem ti

 O fio que me salva da queda
Desliza na mão que conta os nós
Com força segura-me nesta selva
Por cima do vazio soa a tua voz

Vejo as nuvens negras do passado
Aproximam-se dos meus medos
Sombras feias e velhas são recado
Que são desfeitas por ti sem receio

O dia passa devagar entre dedos
E se despede na noite quente
Desliza até ti sem segredos
Em passos lentos do presente

Agarra-me forte na tua viagem
Caminhei tanto para estar aqui
Seguirei feliz na tua carruagem
Não imagino a vida sem ti

António Afonso

2012-12-28 (reservados direitos de autor- lei 50/2004)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Está na hora



Logo de pé pela manha frente ao espelho
Vejo-me diferente...talvez… mais velho
Estico a mão a procura da toalha
Meio adormecido,sinto os dedos na malha

Está na hora
Na hora de sair
Na hora de acordar

Portão da garagem, chaves na ignição
Só vejo quilómetros e conta rotação
Na estrada que te leva contrariado
Para mais de oito horas mal acordado

Está na hora
Na hora de deixar ir
Na hora de acordar

Bom dia ao taxista, sorriso a florista
Hora de almoço, hora de turista
Aperto de mão ao senhor do jornal
Chave na porta, tudo normal

Está na hora
Na hora de abrir
Na hora de trabalhar
Nada mais, fim de dia
Contas feitas tudo em dia
Fim de contas, fim de negócio
Fecho de loja no bater do relógio

Está na hora
Está na hora de partir
Está na hora de regressar.

António Afonso

2015/09/23           (Reservados direitos de autor - lei 50/2004)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Uma canção



Ouve-se na voragem do vento
Nas cordas trémulas da vida
Ouvir-se-á por muito tempo
Dedo na tecla, alma sentida

Uma canção, uma vida
Uma vida, um amor
Uma canção para ti
Uma vida com ardor

Ela se canta viva para sempre
Palavras sussurradas em segredo
Articuladas com beleza no presente
Mesmo quando tudo é velho e negro

Uma canção, um destino
Um destino, uma afeição
Uma canção para ti
Um destino com paixão

Os dedos dançam nas teclas do piano
O pianista sonha… luzes da ribalta
A música soa linda, sem dia nem ano
Nada escrito, nota baixa…nota alta…

Uma canção, uma vida
Uma vida, um amor
Uma canção para ti
Uma vida com ardor

O silêncio morre, nasce o som
Prazer nas mãos do artista
Tudo é belo… tudo é bom…
Talento puro do malabarista

Uma música para a vida
Uma canção para ti.

António Afonso
2012-11-30


(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

domingo, 10 de janeiro de 2016

UM SOPRO


A VIDA CHEGA COMO UM SOPRO DE VENTO 
POR MAGIA OS OLHOS SE ABREM AO TEMPO 

TENHO UM CORPO E UM NOME A CHEGADA
CONHEÇO MUITOS AMIGOS NA ESTRADA

CRESÇO A PENSAR QUE SOU FORTE
NAS MÃOS DE DEUS ESTÁ A MINHA SORTE

VIAJO PELOS CAMINHOS DA DOR
SUAVIZADA PELOS MOMENTOS DE AMOR

VERGADO PELO PESO DO CANSAÇO E DOS ANOS
REVEJO TODOS OS PENSAMENTOS E ATOS

VISLUMBRO O REGRESSO NUM ULTIMO SOPRO
DEUS ESTÁ À MINHA ESPERA SEM PEDIR TROCO


NÃO TENHO BAGAGEM, SÓ UM PEDIDO DE PERDÃO
PELA VIDA DESPERDIÇADA SEM PAIXÃO

AFONSO 12-09-2008  (
RESERVADOS DIREITOS DE AUTOR - LEI 50/2004)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A valsa do fogo


Segunda-feira para meu espanto
Duas conhecidas a outra nem tanto
Trocas de palavras, olhos se cruzam
Nada intimidados do olhar abusam  

É ela? Não pode ser! Sim…será
Desejo repentino, as mãos logo dará
Valsa das forças que tudo consomem
Onde começa a mulher e acaba o homem

Abraço inocente e simultâneo
Ela, mais segura, ele mais indiano
Fogo no peito que arde sem se ver
Rastilho de emoções até ao amanhecer

Nada mais existe, apenas os dois
Caiu a fronteira, o receio e o depois 
Os corpos se unem, tudo desaparece
A pele, a fala, e o brilho, tudo esquecem

Perdi o dia, a noite e a minha referência 
Perdi a hora no meio da tua ardência
Peco no ardor de sentimento comum
Perdoado sempre que nos tornamos só um

António Afonso

2010-09-27       (reservados direitos de autor - Lei 50/2004)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Só te quero tocar



Acordei. Não estás mais meu lado
O dia parece frio e vazio sem ti
Tua ausência deixa-me magoado
Não sei de ti, nem aqui nem em Taiti

Onde te posso encontrar?
Diz-me!
Só te quero tocar!
Só tocar…

Resultado de imagem para imagens melancoliaA nossa história se desvaneceu
Nas névoas das nossas dúvidas
De raspão teu perfume apareceu
Deixando no ar saudades e culpas

Procuro-te nos sonhos proibidos
Onde eu posso alterar o caminho
Que me leva ao amor desinibido
 E viver feliz no nosso ninho

Onde te posso encontrar?
Diz-me!
Só te quero tocar!
Só tocar…

Meu amor seguiu contigo
Não deu para cortar raízes
Sei que não fui esquecido
Será que mudaste de país

Procuro-te no meio da escuridão
Neste mar imenso vazio de lágrimas
Cansado de nadar neste turbilhão
Do passado carregado de lugares

Onde te posso encontrar?
Diz-me?
Só te quero tocar!
Só tocar…
Só tocar.

António Afonso

2015-10-17  (Reservados direitos de autor- Lei 50/2004)

domingo, 3 de janeiro de 2016

Dedos da paixão



Deslizam suavemente sobre tua pele fina
Acariciam teu corpo até sentir a vã glória
Do toque sensual que se faz melodia divina
E por magia se transforma em bela história

Agarra a minha mão forte e segura
Não adianta fugir desta vida tão fugaz
A tua bela silhueta cintilante e pura
Inspira o desejo que cresce e se faz voraz

No brilho dos olhos que procuram lágrimas
Brotam momentos de beleza e profunda fusão
Onde musica e cores se unem numa simbiose mágica
Compondo com o nosso amor um hino de paixão

Os dedos que desbravam curiosos e sedentes
Cada momento voraz na busca de textura e sabor
No enovelado do  teu cabelo como serpentes
A procura de saídas no complexo labirinto do amor

Sentir, tocar e amar neste palco eternamente
Dançar, chorar ao luar como nunca nem ninguém
Prazer, viver e morrer em harmonia eternamente
Amar-te, beijar-te e sonhar como alguém

Resultado de imagem para DESENHOS de DEDOS NOS CABELOSDá-me a tua mão
Agarra os meus dedos
Vem, sê minha paixão
Para sempre

António Afonso

2015-06-22

(Reservados direitos de autor- Lei 50/2004)