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terça-feira, 29 de março de 2016

Fluir no teu rio…

Imagem: retirada da internet
Na hora da tua partida
Verteram-se lágrimas
Serpenteando pedras
Elas formaram um rio.

Se ele falasse...
Inundação causaria...
Nos corações feridos
Arrastando pelas cheias...
Histórias inacabadas...
Páginas de dor engolidas...
Pela fúria das águas.

Deixa fluir o rio em ti!
Deixa-te levar pela intuição
Nas ondas da sabedoria...
Que o tempo não mata...
E a eternidade abraça.

Leve-me no teu rio
Afogado pela paixão…
Deixa-me nadar até ti…
Salvo pela força do amor.

Chora de emoção!…
Ri-te de paixão!…
Vive de amor!…
Para mim!

Flui como um rio!…

António Afonso 2016/03/29
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Dou-me…

Imagem:retirada da Internet
Dou-te tempo…
Para amares devagar
Quando acaba a hora

Dou-te vida…
Para víveres sempre
Escondida da morte

Dou-te ar...
Quando a dor sufoca
No deserto da solidão

Dou-te sonho…
Para existires no sono
Acordada pela mente

Dou-te luz…
Para pintares o dia
Na escuridão da noite

Dou-te paixão…
Do coração evadido
Sem prazo de validade

Dou-te amor…
Que sempre te viu
E por isso nunca desistiu

Dou-me…
Quando insistes
E só tua beleza existe

Dou-te!…
dou-me!...

António Afonso 2016/03/28

(Reservado direitos de autor – lei 50/2004)

sábado, 26 de março de 2016

Escrita de amor..

Imagem:retirada da Net
Hoje és capa de jornal
Dia de fama nacional

Noticias no semanário
Acasos de estagiário

Anotações no caderno
Apontamento eterno

 Crónicas no diário
Além do imaginário

Cartas escritas na mente
Zeladas no coração da gente

Guarda virgem uma folha
Para registares a tua escolha

Na contra capa da vida
Anota nossa paixão sentida

Publica em letras garrafais
Biografia que não finda jamais

Grava no teu peito
O nosso amor-perfeito…

Guarda as últimas linhas
Para dizeres que és minha…

Sempre…


António Afonso 2016-03-26

(Reservados direitos de Autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 25 de março de 2016

ESTE É O NOSSO REINO...

Imagem:retirada da Net
No cume, onde o sol acaba de raiar
E a soberana lua nasce devagar
Perto do jardim perdido e da pedra solta
Relicário selvático onde brota a ultima gota

No sopé da montanha e do santo altar
Entre trilhos e cachoeiras de água a saltar
Dá-me a mão na escadaria das vertigens
Vem comigo descobrir as nossas origens

Jovem universo que rebenta no oriente
Crónicas de conquista do egrégio ocidente
Quero-te comigo no país do arco-íris
Santuário onde descansa a rainhas Íris

Nas ruas secretas da cidade eterna
A vida concebe a luz que sai da caverna
O vento de leste transporta o segredo
Do amor que para ti criou um reino

A tua energia de mulher me abriga
Nas dúvidas, nos medos e nas brigas
Este é o novo mundo que vem
O teu beijo me leva mais além

António Afonso
2013-02-24
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quinta-feira, 24 de março de 2016

TRAÇOS DE PAIXÃO…

Imagem:retirada da Net
Pego o lápis da carteira
Escrevo agora decidido
Quero transpor a barreira
Dos pensamentos sustidos

Nascem na mente
Riscos em excesso
Traçando lentamente
O acaso sem nexo

Giro caneta num ponto
Deslizando sem rumo
Pegando forma neste conto
Letras sem sinais de fumo

Tinta que se espalha ao infinito
Balizas de cor nos corações
Temporalmente idílico e finito
Rubrica da nossa paixão

Nasce lentamente o texto
Que te exponho sem dor
Fala de nós… sem alego
Fragmentos… do nosso amor.

António Afonso 2016/03/25

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Está na hora…

Imagem: retirada da internet
Logo de pé…
Frente ao espelho
Vejo-me diferente...
Talvez… mais velho
Estico a mão…
Procuro a toalha
Meio adormecido…
Sinto os dedos na malha

Está na hora…
Na hora de sair
Na hora de acordar

Portão da garagem
Chaves na ignição
Só vejo quilómetros
E o visor do conta rotação
Conduzo na estrada
Que me leva contrariado
Para mais de oito horas
Sorumbático e mal acordado

Esta na hora…
Na hora de deixar ir
Na hora de acordar

O dia não se isenta
O cliente se apresenta
O trabalho se representa
O intervalo logo assenta

Está na hora...
Na hora de abrir
Na hora de trabalhar
Nada mais, fim de dia
Contas feitas tudo em dia
Fim de cálculos, fim de negócio
Fecho de loja no bater do relógio

Está na hora
Está na hora de partir
Está na hora de regressar.

António Afonso

2016/03/23 (Reservados direitos de autor - Lei 50/2004)

terça-feira, 22 de março de 2016

DIZ-ME...

Diz ao vento…
Imagem:retirada da internet
Onde estás
Para sua brisa…
Noticias me soprar

Diz a estrada…
Para onde vais
deixando cada milha…
marcas para me guiar

Diz ao dia…
Quando acordares
Para que a luz…
Me venha despertar

Diz a noite…
Se adormeceres
Para que em sonhos…
Te possa tocar

Diz ao mundo…
Se ainda existes
Diz ao universo…
Se o teu amor resiste

Quero te dizer…
quero gritar...
Que nunca…
Deixarei de te amar

Diz-me…

António Afonso 2016/03/22

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 19 de março de 2016

Jogo da alma…

A noite…
Cai sem dó
Raptando o dia.

A luz…
Bate em retirada
Não quer ser refém

A sombra…
Surge cruel
Na busca do medo

O homem...
Lasso se abriga
No sono do corpo

A alma…
Solta as amarras
E vadia se torna…

O universo…
Revela segredos
Ao viajante espiritual

As estrelas…
Guias astrais
No gráfico da cegueira

O sonho…
Saúda o além
A gente e a mente

O dia…
Perde covardia
E ganha coragem

O ser…
Desperta das trevas
E abraça a luz

A energia…
Fonte de vida
Ganha o dia…

Cenário de vida…
Drama de morte…
Jogo da alma…

 António Afonso 2016/03/19
 (Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 18 de março de 2016

MENINA E MOÇA...

MÃE ESCUTA…
AGORA EU VOU NASCER
DIZ AO PAI…
CONTO OS DIAS PARA VIVER

VENHO DE LONGE…
ALMA NOVA PARA AÍ VAI
DE CORPO FRÁGIL…
A HORA CHEGOU… ESPERAI!

COLO PROTECTOR….
E BANCO DE ESCOLA
MIMOS E BOLACHAS…
NA MINHA SACOLA

MÃE VÊ…ESTOU LINDA…
FAZ-ME UMA TRANÇA
BELOS ANOS…
PONTA DOS PÉS…ESTA MENINA DANÇA

PAI BRINCA COMIGO…
ESTE É O JOGO DA MINHA INFÂNCIA
ALEGRIA E TRISTEZA…
CAMINHO DE AMOR E TOLERÂNCIA

BELO CORPO FRANZINO…
OLHOS GRANDES,CABELO FINO
VEJO-ME MOÇA…
NO ESPELHO DA VIDA PERCORRER O DESTINO

MÃE ESPERA…
DESCANSA…ESTOU AQUI
DESTE-ME TUDO…
DEIXA-ME TRATAR DE TI


António Afonso

2016/03/18 (Reservados direitos de autor –Lei 50/2004)

O EGO…

Em pequeno sonhava acordado
O mundo era lindo e tinha amor
Na escola brincava-se fardado
Recreio repleto de som e cor

O tempo levou a nossa inocência
O corpo cresceu e o sonho morreu
Ficou soterrado pela decadência
Nesta sociedade onde nada é teu

Nada há, e tudo se paga a dobrar
Espelho da vaidade sem reflexo
Realidade virtual e vazia no altar
Reflectida numa vida sem nexo

Agrilhoado as correntes da rotina
Arrasta-se o corpo a cada passada
Com vontade de fugir em surdina
Pelos fundos trepando escada

Vejo lágrimas nos olhos dos homens
Que querem mudar a mente do mundo
Os peitos se enchem de ar e coragem
Para reconhecer os erros profundos

Poderá haver uma nova infância
Sem a volta triunfal da inocência?
Poderá alguma verdade renascer
Sem o vil ego do homem morrer?

António Afonso (Reservados direitos de autor - Lei 50/2004)

2014-10-27

quarta-feira, 16 de março de 2016

HÁ...


HÁ VERDADES…
QUE NÃO SABEM
FALAR DE VERDADE

HÁ MENTIRAS…
SEM DESCULPAS
PARA INVENTAR

HÁ REALIDADES…
QUE NA IGNORÂNCIA
SE TORNAM VIRTUAIS

HÁ FICÇÃO…
PERDIDA NA UTOPIA
EM CATA DE REALISMO

HÁ PESSOAS…
EM BUSCA DE SI…
PERDIDAS NO SER.

HÁ SONHOS…
ACORDADOS…
NA ESCURIDÃO…

HÁ PALAVRAS…
MUDAS…
QUE SE MOTINARAM

 HÁ O AMOR…
CONQUISTADO…
EM PERDIÇÃO…

HÁ NÓS DOIS…
NESTE MUNDO…
VIRAMOS SÓ UM

HÁ O CAMINHO…
INICIADO EM PAIXÃO
CONCLUÍDO EM SOFRIDÃO

HÁ O FINAL…
SEMPRE ADIADO…
QUE VOLTA AO INÍCIO…



António Afonso 2016/03/16

(Reservados direitos de autor-Lei 50/2004)

terça-feira, 15 de março de 2016

almas afins...

Almas afins…
Seres sem fim...
Nascidas assim…

Vidas se cruzam
No olhar que abusa
Palavras não usam

Cabeça a roda…
Paixão de sobra…
Amor jamais cobra…
                   
Atores do destino...
Dela só um pedido...
-Leva-me contigo!

Sociedade armada
Família desarmada
Alma vergada

Sina traiçoeira
Põe-se na beira
Com sua cegueira

Porta estreita…
Destino se aceita
Em rua desfeita

Ela se foi…
Tua alma dói…
Afins só depois…

Saudade bruta...
Guardada na gruta
com desejos de luta

Roda das vidas
Outras sinas…
Esperanças renascida.

Almas afins…
Histórias assim…
Nunca tem fim...



António Afonso 2016/03/15    (Reservados direitos de autor –lei 50/2004)

sexta-feira, 11 de março de 2016

O beijo vadio...

Beijo rebelde
Furtado aos lábios
Quando o olhar fala

Suspenso no tempo
Pelo instante proibido
Num registo eterno

Desejo oculto
Perdido no impulso
Ditado pela paixão


Ímpeto súbito
Fogo que não se vê
Ardendo até doer

Vadio se foi
Calado ficou
No vigor da razão

O teu beijo
O nosso beijo
O beijo… vadio..

António Afonso 2016/03/11

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 9 de março de 2016

ELA…

Ela surge um nada suspeita
Na minha alma sem receita
Na intuição que se intromete
Na vida que nada promete

Olhos de gala vestidos de azul
Sorriso rasgado até Istambul
Alegria pura que cria obra
Presenteia a gente de sobra

Nos trilhos dos passos
Nas sombras dos terraços
Na pureza que conquista
Na palavra que deixa pista

Desliza nas ruas da leveza
No sentido do lar com certeza
Ela corre nos atalhos do dia
Na hora que ninguém porfia

As palavras sentidas se perdem
Na relação sem mensagem
Num complexo fio de dúvidas
Que o medo tece e endivida

Perdi-me no olhar dela
No sorriso que a torna bela
Da sua atenção não desisto
Esqueço por vezes que existo

António Afonso 2016/03/09

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

A NOSSA TERRA…


É TEMPO DE ESCUTAR O CORAÇÃO DO MUNDO
OUVIR NEM QUE SEJA POR UM SEGUNDO.

SENTIR SUA MENSAGEM DE AMOR
AMIGA NOSSA, MESMO CAUSANDO-LHE DOR.

INCONSCIENTE NA NOSSA VIDA SOMOS
NÃO SÓ UM IRMÃO, MAS TODOS.

EU… QUERO AGORA OUVIR TUDO
NÃO MAIS VOU FICAR SURDO.

AGRADECER TODO O SEU CARINHO
E DIZER A TODOS, AQUI É O NOSSO NINHO.

(ANTÓNIO AFONSO 16-10-2009)

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 8 de março de 2016

O VELHO

Bom dia… ainda agora chegou…
Fresca brisa na tua porta pintou

Com os traços suaves do vento
E saudades do velho tempo

Novo foi a procura da fama
Velho está para deitar na cama

Outrora descobriu terras e mar
Milhas, palmilhou… sem parar

Anos trocem das suas histórias
Neste malho enrolado em glória

Acordou da jornada tarde se faz
Para encontrar o rumo da paz

Desperta…para o pedido mudo
Que só não ouve quem é surdo

Descerra tua porta e dá-lhe a mão
Dá-lhe guarida para estes serão

2007-II-28
ANTONIO AFONSO


(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 5 de março de 2016

BELA

No meu inconsciente te procuro
És sonho no meu desejo de amor puro
Teu corpo fala a cada passo e gesto
O idioma feliz do encantamento secreto

Acompanha-me nos passeios da fantasia
Verás e sentirás o desconhecido a cada dia
És deusa celta no meu mundo interno
Raio celeste que varre o frio do inverno

Sinto o vazio do tempo na tua ausência 
És sensualidade que desperta minha essência
Teu sorriso contagia a natureza do mundo
Ondas de emoções no mar do desejo  profundo

Com traços da mente pincelo tua silhueta
Sagradas vozes dizem-me  como és bela.
Pinto-te na tela do futuro que há de vir
Ainda não chegaste e receio te ver partir   

António Afonso

    2007-03-24 ( reservados Direitos de autor – lei 50/2014)

quarta-feira, 2 de março de 2016

kundalini


NO TEMPLO HUMANO ADORMECIDA
DANÇA E SERPENTEIA ESCONDIDA

PRESA NAS REDES DA MONOTONIA
MUDA SUA PELE E CONTINUA VADIA

RASTEJA PELA PEDRA,SOBRE A MURALHA      
ARGAMASSA,FENDAS,LAMA E LIMALHA

CAI, TROPEÇA E DE NOVO SE LEVANTA
DESLIZA,GATINHA, CAMINHA E ANDA

LEVE,SOLTO E LIVRE DO PRECONCEITO
DELÍRIO,ALUCINO E SONHO PERFEITO

LUZ TÍMIDA, LUZ DA CANDEIA
DOR NA VIDA, DOR NA VEIA

LUZ DE CURA, LUZ DA PRAÇA
AMOR PURO, AMOR DE GRAÇA

LUZ NOVA,LUZ DO RAIO
HOMEM NOVO,HOMEM SÁBIO

António Afonso 2015/07/17

(Reservados direitos de autor – lei 50/2014)