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sábado, 28 de maio de 2016

O PONTEIRO DA PAZ...

Imagem:retirada da Internet
Percorri o destino
Nas areias da vida
Passos dados mais além
Na descoberta de alguém

Descobri a emoção
Nos braços da paixão
Ilusão sem saída
Nos becos do coração

Cedi perante o medo
Escondido na amizade
Que ficou aprisionada
Nas garras do ego

Morri mil vezes
Nos erros que cometi
No perdão que não pedi
Ao amor que não esqueci

Vivi intensamente
Nossa história escondida…
Nas prateleiras da existência
Pela poeira da consciência

Despedi-me de nós
Na praça do julgamento
Vergado pelo juízo popular
Sem um abraço te dar

Vive agora
A plenitude da paz
Nas batidas do ponteiro
Que parou na tua hora

Pedi ao tempo
Que te liberte do passado
E te entregue no presente
O amor que não soube dar

António Afonso 2016/05/28

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

PAI CELESTIAL

Foto : António Afonso
Obrigado pai celestial
Pelo amor de sempre
Pela tolerância intemporal
Pelo perdão do presente

Obrigado pai divino
Pela proteção derramada
Nas duras provas de ensino
Nas horas desarmadas

Dai-nos pai sabedoria
Para reconhecer tua bondade
Que se revela na harmonia
Da natureza e da liberdade

Venha o teu reino de luz
Repleta de paz e justiça
Resgatar da culpa que seduz
O homem repleto de cobiça

Faça-se a tua vontade
Afasta-nos dos queixumes
Desperta em nós a afabilidade
Para acabar com os ciúmes

Dá-nos o pão de cada dia
Alimento para nossa sustentação
Na busca íntima da sabedoria
Que para o espirito é uma bênção


Livra-nos da tentação
Que nos desvia do amor
E de toda a compreensão
Rogamos-te com ardor


ASSIM SEJA

António Afonso 2016/05/26

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 24 de maio de 2016

Vitória



Diz o ditado... quem não mata morre
O que faz de dia quem corre?
Desenho: António Afonso

Nas falhas da vida sem tempo           Olha na Direcção por momento

Finge-se seguro mas está tremido
Angustia no peito com ar destemido

Fecha-se no âmago por que sofre
Não acredita nesta rotina sem sorte

Despe a pele do mártir sem história
Levanta-te e luta pela tua vitória

              

António Afonso    2007-11-17
(Reservados direitos de autor - Lei 50/2004)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

VAI!...

Levanta-te pela manhã
Vai, não há vergonha!
Imagem : retirada da Internet
Atreve-te amanhã
E o dia que disponha

Palavras de esperança
Calcorreiam este caminho
Deslizam como uma dança
Que te mostra o destino

O nosso tempo se foi
A sociedade nos obrigou
O futuro não dá para dois
O passado ajuizou

Fecho os olhos…
E vejo fragmentos
Entre vidas e folhos
Dispersos pelo vento

Caíram como sombra
Sobre minha alma ajoelhada
Nos recônditos escombros
De uma saudade aprisionada

Pelo desejo sincero
De caminhar ao teu lado
Livre do pensamento adúltero
Que foge do medo algemado

Pelo povo que acusa
O amor que não conhece
Ignorante, da pureza abusa
Quem a paixão desconhece

Vai, vive!
Fico aqui…algemado
Ao medo que tive
De ser livre

Vai!…

António Afonso 2016/05/24

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 17 de maio de 2016

LONGE NO TEMPO..

Imagem:retirada da Internet
LONGE NO TEMPO…
PARA ALEM DO ESPAÇO…
SEM NOTICIAS DO VENTO
APENAS FOLHAS NO TERRAÇO.

SENTI O VAZIO….
NA TUA AUSÊNCIA…
PRESO AQUI POR UM FIO
NESTE DIA DE VIOLÊNCIA

QUANDO TE VI ALÉM…
DESPIDA NA BRUMA…
NO OLHAR DE ALGUÉM
NO BICO DE UMA PLUMA

ESCRITOS EM VERSOS…
NAS LINHAS DA TINTA…
GRAFADOS TRANSVERSOS
EM MENSAGEM SUCINTA

PALAVRAS E LETRAS…
EM ROLO DE NOTICIAS
QUE SÓ MINHA BOCA SOLETRA
E TUA FINA VOZ PRONUNCIA

FALAS DE PAIXÃO
EM BOLHAS DE ESPUMA…
QUE BROTARÃO DO CORAÇÃO
EM MIL GOTAS DE CHUVA.

MOLHANDO O TERRAÇO.
ONDE TE ESPERO AO VENTO…
COM SAUDADE DO ABRAÇO
NESTA VIDA SEM TEMPO.

AMO-TE AQUI…
E PARA ONDE VAIS…
GUARDO UMA IMAGEM DE TI
QUE NÃO SE SAFARÁ JAMAIS!


António Afonso 2016/05/17

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

domingo, 8 de maio de 2016

QUANTO MAIS SE VIVE...

Imagem: Retirada da Internet
Quanto mais se vive…
Mais a vida nos ensina
Umas vezes em declive
Sem rede, nem piscina

Ela guia-nos pela mão
Na estrada sem fim
Por vezes em contra mão
Mesmo não estando afim

Aprendemos devagar
Teimosos, não aceitamos
E acabamos a chorar
Pela dor que compramos

Cruzam-se os peões
No difícil cotidiano
Semeando lições
No homem mediano

O tempo que desfila
Torna-se conselheiro
Para o cego da fila
Neste planeta grosseiro

Presentes são dados…
Para suavizar o caminho
Ficamos tão encantados
Que olvidámos os espinhos

Quando olhamos para traz
Nos ensejos de melancolia
Vemos que fomos audazes
Mas carecíamos de sabedoria

Damos ouvidos ao corriqueiro
Descartamos os conselhos
Revoltados com mundo inteiro
Penamos até sermos velhos

Quanto mais se vive…
Mais a vida é uma sina…
Onde o amor convive
Com o erro que nos ensina



António Afonso 2016/05/08

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 6 de maio de 2016

FICA...

Fica um pouco
Nos meus braços
Se partires fico louco
Desenho: António Afonso
Sem ti destroçado

Neste enlace…
Onde o amor se aquieta
Sem medo do desenlace
Nesta vida desinquieta

Agarra-te a mim
Com a força do amor
E perfume de jasmim
Que se esfuma ao alvor

Chora no meu ombro
As horas que se esgotam
Em minutos de assombro
Que no tempo se desbotam

Fala comigo
Com os olhos da alma
Que ouve o zumbido
Da essência em chama

Deixa-te ir
No doce aconchego
Cela que não quer abrir
Neste corpo de sossego

Não te vás
Para além de nós
Tu ilumina as trevas
Chagas do meu reino

Deixa-me morrer
No calor do teu peito
Para retornar a nascer
Capturado pelo teu beijo

Fica dentro…
Das minhas esperanças
És o meu centro…
Os dois viramos dança


António Afonso 2016/05/06

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)