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terça-feira, 21 de junho de 2016

TU ÉS….

Imagem:retirada da Internet
Tu és o que espalhas,
E não o que juntas.
Teu amor agasalha,
Sem fazer perguntas.

Tu és firme,
Não és fraca.
Tua força esgrime,
Com muita graça.

Tu és sol que brilha,
No reino da escuridão.
Teu calor aquece…
A alma com paixão.

Tu és vento…
Que sopra livre.
Não ficas presa,
Nas falas do desavir.

Tu és nome...
Que o desejo conhece…
E que o mar consome,
Nas ondas em prece.

Tu és sonho…
Vivido na mente,                                                           
De quem suponho…
Não vive realmente.

Tu és…
Bela até doer…
No íntimo de quem vê…
Com olhos do ser.

Tu és minha…
Em pensamentos…
Levo-te as cavalinhas,
Do amor sedento.

Tu juntas…
As emoções…
Que formam conjuntas,
Um naipe de recordações.

Para mim…
Ainda és!...

António Afonso 2016/06/21

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 18 de junho de 2016

Bater de asas…

Num bater de asas…
Imagem:retirada Internet
Saíste sem destino
fugistes em lagrimas
Do Amor celestino...

Onde estás agora?
Vives melhor sem mim?
Penso em ti a toda a hora…
Nos meus sonhos de cetim

Deixa o âmago respirar…
As emoções e desvaneios…
Que o folgo há de voltar
Tocar tua vida em cheio

Largastes as pontas…
Quando partistes de vez
No coração fizestes ondas…
Existir sem ti é invalidez

Escondi a dor…
No fundo do meu ser
Com ardor…
E mentiras até perder…

Sobre noção do amor…
Que a vida ofereceu
Com todo o clamor…
Que o medo arrefeceu

Se um dia ouvires
O som do meu pesar
Em dias sem porvir…
Abre a porta devagar

Escuta o clamar…
Da minha paixão…
Que cresce sem parar
Até ecoar no teu coração

Volta já…
Na estrada do desejo…
Antes que a vida fuja
Quero receber teu beijo

António Afonso 2016/06/18

(Reservados direitos de Autor – Lei 50/2004)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

SONHA...

Não chores mais…
Ainda não acabou!
Banal para os demais…
Mas… no âmago ficou

O universo conspirou…
Nesse dia, nessa hora…
E assim começou…
Pelos anos fora.

Não sofras mais…
A saudade não finda…
As memórias jamais
Morreram ainda...

O olhar fisgou…
O fulgor do encanto
Que o brilho guardou
Para nosso espanto

Imóveis na porta…
Ladeados de gente
Realidade não importa
Neste frente a frente
Imagem:retirada da Internet

Não esqueças… nunca!
Seremos sempre livres
Fora desta espelunca…
História se vai reconstruir

Descerrei o espaço
Para te acolher…
Num ávido abraço
Teu beijo receber

Não deplores…
Foi breve, mas intenso
Abriga estas flores
No teu coração imenso

Sonha…
Com assombro…
Que o amor imponha
O nosso reencontro.


Sonha…
Nesta vida…ou na outra...

António Afonso 2016/06/07

(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

domingo, 5 de junho de 2016

REINO DE PAIXÃO...

Imagem:retirada da Internet
Diz…
Por onde foste
Ao meu coração infeliz
Na procura de quem goste

Talvez…
Na hora da esperança
Ele mais uma vez…
Busque a bonança

Sei lá…
Se aguenta continuar
A ocultar aqui e acolá
Emoções até chorar

Quiçá…
Se a chuva lavar
Sem preguiça…
Meu rosto a sonhar

Neste destino…
Que por desacerto…
Esqueceu caminho
E se foi sem rumo certo

Que o acaso…
Levou ao tapete
Quando foi socado
Pela tua partida sem bilhete

Oxalá…
Me ouças um dia
E derrubes a muralha
Que me aprisiona nesta abadia

Porque não…
Um beijo de orar…
No reino da paixão
E assim nosso amor coroar

Amanhã…
Tu e eu…
Só um!

António Afonso 2016/06/06

(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

SE QUISER CHORAR...

Imagem; retirada da Internet
Se quiser chorar…
Se a vida me deixar
Eu vou para longe
Viver como monge

Prantear ingratidão
Nas horas de solidão
No reduto da alma
Até chegar a calma

Virar-me para dentro
Para chegar ao centro
Do meu ser...
Do meu querer

Se quiser chorar…
Se o tempo me deixar
Achar com sapiência
A moral da existência

Enrolado em mim
Como lençol de cetim
Que desliza na cama
A procura da chama

Nos olhos de outrem
Na busca de alguém
Que perscruta o infinito
Num plano finito.

Se quiser chorar…
Se o ombro me deixar.
Talharei com escopro
 As mágoas do corpo

No gelo humano
Que cobre o rebanho
E que só derrete...
Com amor por decrete

Entoado pela voz
Que morreu por nós
Nos confins da memória
Assim reza a história

Se quiser chorar…
Por ti vou chamar
Para reaver comigo
O tempo perdido

António Afonso 20016/06/01
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2014)