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quinta-feira, 28 de julho de 2016

VOO DE AMOR…


Imagem:retirada Internet


Dou voltas
A deriva na atmosfera
Deste mundo.

Sem gravidade
Vago no horizonte
Sem destino…

Suspirando por ti
Nos meus voos…
Sonâmbulos…

Onde a leveza…
Me da asas para
Ser teu…

Quero voar…
No teu ar….
Na tua vida.

Mas se acordar….
Tua presença…
Retira-se.

Fico preso…
Neste chão…
Sem ti…

Mas livre na mente
Para te amar…
Eternamente.



António Afonso
2016-07-29
(Reservados direitos de autor)

Lei 50/2004

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O PRESENTE

Imagem: retirada da Internet

Olá amigos!
Venho por este meio...
Deixar aqui um presente
Embrulhado e selado.

Vosso carinho…
Ajudou-me a escolher
No meio de tantos…
Foi fácil de ver.

Abram logo o presente
Não tenham receio…
Podem mostrar a toda a gente.

No meio do papel dourado
Deixei lá minha amizade,
Sem prazo de validade.

Recebi sem nunca pedir
Ajuda e conselhos,
Com amor e felicidade.

Dedico os bons momentos…
E a energia dada nos maus…
A todos os meus amigos.

A força da vossa presença
Estará sempre comigo,
Para continuar
Além vida.

António Afonso 07-09-2008

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O gatilho da vida

Abristes a gaveta das tuas memórias
Imagem : retitada da Internet
Já nada te para, nem o ego nem a glória
A bomba temporal está prestes a rebentar
No teu peito pesado e cansado de lutar

O gatilho da vida já te fugiu das mãos
Todos te dizem que remas em contra-mão
Mas o coração te guia para além da dor
E as emoções te rasgam com ardor

A fé desconhece o juízo da sociedade
E a paz se constrói com muitas verdades
Não há mais pachorra para fazer de conta
Não há mais limites…o velho já saiu da concha

Rasga os valores, as regras e as imposições
Agarra o fundo negro que a vida impõe
Despe o fato que sufoca e destroça a alma
Despe os pecados impostos, recupera a calma

Puxa o gatilho com a força que nasce por dentro
Desenterra o medo que foge da luz e do vento
Nada, mais há… alem da explosão interna
Emoções que te fazem viver no inferno

Aquece o teu ser maravilhoso de esperança
Que nada destrói, mas contigo tudo alcança
Não te esqueças de víveres em sintonia
Com a leveza do coração que te inspira e guia


António Afonso
2010-10-03

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 23 de julho de 2016

A SENTINELA

Imagem: retirada da Internet
Rompe o dia dourado
Refletindo-se no soldado
Militar marcha pelas terras
Cansado das guerras

Farto da tradição
Não quis sentir ambição
Expelindo armas fora
Trilhando pedras na rota

Protegido pela armadura
Sustentou-se em bravura
Nos campos medonhos
Conquistando sonhos

Desarmado pela paixão
Procurou paz no coração
Aguardando-te com ardor
Num reino de amor

António Afonso  23/07/2016

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 19 de julho de 2016

Faltas-me…

Imagem: retirada da Internet
Faltas-me nas falhas do dia
Quando o vazio cresce
E a saudade se torna vadia
No peito que não esquece

Ainda ontem te beijava
No meio da multidão
Num desejo que tocava
Alheio ao brua do povão

Agora no desenho do tempo
Sobram rabiscos na solidão
Reflexos de cor e sentimento
Outrora arte da nossa paixão

Se te vise no bom jesus
Quando bailavas a chuva
Que nem deusa de vénus
Vestia-te que nem luva

Faltas-me para sonhar
Todavia só te vejo
Não te consigo tocar
E a alma chora de desejo

Mando-te um beijo
Para se poisar nos teus lábios
Guarda-o no teu peito
Para que o amor se torne sábio

Faltas-me…

António Afonso 2016/07/19
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

domingo, 17 de julho de 2016

Onde estás agora?

Imagem:retirada da internet
Ondes estás?
Onde estás agora?
Não vi o tempo
Não vi o grito
Só vi o desejo

Viajaste na minha vida
Mas deixastes a estrada
Não segui na tua saída
E agora perdi o rumo

Ando em círculo
Neste tempo vazio
Para não ficar estático
No passado que foi

Ansiamos juntos
Pelas veredas sagradas
Perdi-me no regresso
Sem a tua magia

Onde estás agora?
Pensas em mim?
Nos tempos de sonho...
Nas horas de choro…


Estou aqui!
Olhando além…
Nos olhos da vida…
Pronunciando teu nome.

Onde estás?
Onde estás agora?

António Afonso 2016/07/17

(reservados direitos de autor –Lei 50/2004)

terça-feira, 5 de julho de 2016

levas minha vida...

Levas…
Todos os ensejos…
Imagem:retirada da Internet
Sem notificar minha vida.

Dizendo…
Estou de partida!
Nesta dor que aceita…

A força…
Do desejo que se insere,
Pelas frestas do corpo.

Indagando…
No olhar que te ama,
O mundo do teu homem

Perdido…
No sorriso embriagado
Da tua beleza atrevida.

Será…
Que me devolves a ti,
Nesse olhar que me beija?

Ou…
Me rejeitas…
Temendo revisar a dor.

Atingida…
Pela herança bárbara,
De um amor amotinado!

Liberta-te…
Da culpa agrilhoada…
Em busca do perdão.

Abriga-te…
Nas recordações…
Que o tempo não apaga.

Vive…
Com a saudade…
Que nosso amor carreteia…

Para sempre!..

António Afonso 2016/07/05

(Reservados direitos de autor –Lei 50/2004)