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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

SONHO ACORDADO

Imagem:retirada internet
Acordado pelos sonhos…
Tao prementes… tão intensos…
Nesta aventura sem tempo…
Neste mundo sem ti…

Sou viajante da mente
Na escuridão que se expõe
Pelas sombras do silêncio
E se projeta nas memórias…

Viajo nas intuições arcaicas
Sinto o teu corpo cálido
Tomado pela chama louca…
Da paixão em brasa…

Fujo ao mundo real
Que sorveu tua energia
Fonte de vida que se foi…
Apenas a soro me deixou

Sem ti… neste mar de ilusões…
Espoliado pelas recordações
Que alimentam minha vida
Pelo desejo de te amar…

Vejo-te na nossa praia...
Abraçados ao pé da rocha…
Na areia que o vento levou….
E o mundo virtual guardou

São fragmentos de outrora…
Velados em segredo na alma
Projetados pela saudade…
Na tela da minha mente

 Para mim…
O amor perdurara…
Enquanto sonhar…
Abraçado a ti!

Neste sonho…
Acordado…

António Afonso 2016/09/30
(Reservados direitos de autor - Lei 50/2004)

domingo, 11 de setembro de 2016

CHAMA DO NOSSO AMOR...

Imagem:retirada Internet
Quero falar contigo…
Mas as palavras se negam…
Como se não soubessem o que dizer
Como se tu não existisses mais

Tenho os sentimentos a flore da pele
Eles se perdem no teu caminho
Lasso pela distância que se recusa a encurtar
Esmagado pelos quilómetros do teu silêncio

Quando a saudade eclode…
A voz se faz muda neste retiro
Abafada pela selva de emoções…
Nas malhas do passado

Neste tempo…sem tempo!
Onde as tuas horas não são minhas
Vejo neste presente que me aprisiona
Recordações que nunca envelhecem

Estou aqui…neste mar de sentimentos
Derivando a espera da tormenta…
Mas os teus ventos não me são favoráveis
Quando preciso agitar minha esperança

Nesta luta titânica…
A paixão se nega na morte…
E reaviva a chama moribunda...
Que nosso amor ateou em tempos…

António Afonso 20016/09/11

(Reservados direitos de autor –Lei 50/2004)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

UM SONHO SEM FIM…


Fala para mim…
Meu coração sente-se refém do peito,
quando pronuncias meu nome e
a distância não apaga o sentimento.

                                                                       Chama por mim…
Nos teus desvarios mais íntimos,
quando o desejo inquieta o corpo
sem pedir licença para gemer.

Grita por mim…
No vendaval das emoções…
Onde vibram as almas afins,
e só o poder da tua voz alcança

Chora comigo…
Quando a saudade aperta
na ilha das tuas recordações,
onde meu amor naufragou.

Ri-te para mim…
Nas horas que a tristeza descarta.
Quando o consolo procura o sol
para te devolver raios do meu sorriso.

Sonha comigo…
No paraíso dos anjos caídos,
onde a vida procura saciar sua sede
á luz da nossa chama.

Sê para mim…
Um amor afim…
Que inicia assim…
Um sonho sem fim


António Afonso 2016/09/08
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

APEADEIRO SEM TEMPO...



Procurei um apeadeiro
pelos trilhos da eternidade.
na roda sem tempo
me encontrei como humano.

O velho de barbas brancas
ceifou minhas ilusões…
Pobre passageiro incauto
na hora da partida.

Ele vai se promovendo,
Negando meus efémeros e
Indolentes anos de glória.
Repletos de saudade.

Fechos os olhos…
Imagino outrora…
Quando havia brisas de
inocência nos rotos alheios.

O tempo parou na mente
de quem Já  nasceu, cresceu
e envelheceu nos dias
que só a infância recorda.

Não sei onde fica o terminal…
Nem se tenho idade que chegue
para entender onde mora
o tempo da felicidade.

Apenas…
parei no apeadeiro…
Para iludir…O tempo…
Que me afasta de ti.


António Afonso 2016/09/07

(Reservados direitos de autor –lei 50/2004

sábado, 3 de setembro de 2016

O tesouro escondido…

Imagem;retirada da Internet
    

Hoje cansei de me focar nos defeitos dos outros.
Então virei-me para o meu interior, e encontrei
um tesouro escondido… em mim, e de mim mesmo.
Ele estava bastante enferrujado e apagado.

Comecei a limpar com paciência e tolerância,
retirando preconceitos, defeitos e julgamentos…
até ele começar a brilhar.
Seu brilho ofuscou meu ego e iluminou
o mundo a minha volta.

Nesse momento vi com outros olhos o universo em que vivia.
Vi que todos os seres humanos brilhavam…
Apercebi-me que esse brilho me tornava
transparente, e punha a nu todas as minhas fraquezas…
Essa luz não julgava, pelo contrário aceitava e perdoava
com tolerância e amor.

Espero um dia, ser suficientemente humilde para aceitar, amar e perdoar.
Acredito com todas as minhas forças que já fui perdoado mil vezes,
por outros seres humanos…com um tesouro escondido.

                                                              António Afonso 02/09/2016

                                                                   (Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)