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domingo, 30 de outubro de 2016

O tempo de um beijo…

Ele flui lentamente
Retido pela saudade
Seduzido pelos ecos
Nos túneis do passado

Olvidou que existe...
Sem fantasias para te dar
Sem abraço para unir…
Sem ti para sonhar… 

Entregou-se ao sono…
Para não te ver chorar
Deprimindo meu universo
Com a tua ausência

Diz as nuvens…
Para se apartarem…
E deixar que a chuva
Lave meu coração

Dá-me um sinal…
Um sentido beijo…
Para que o tempo
Dê um grito de desejo

Ele se esgota…
Suspenso no teu olhar…
Nunca mais quer acordar
Sem te poder beijar

António Afonso 2016/10/30

(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Uma canção de amor…

Atraída pelo desejo…
Nas cordas trémulas da voz
Intemporalmente sentida…
Quando a fantasia nasce

Ela procura o amor…
Palavras ciciadas ao vento
Apaixonadamente belas…
Insanamente purificadoras

Inspirador no piano…
O pianista cria o sonho...
A melodia se evade…
Deliciosamente sem medo…

O silêncio morre de inveja
Quando o prazer nasce…
E o talento se mostra…
Na paixão que não se esgota

Uma cantiga de fado
Um destino de afeição
Um hino para ti
Um carma com paixão

Um cântico de gente
Uma vida de amor
Uma canção para ti
Uma vida com ardor

Uma música para a vida
Uma canção para ti.

António Afonso
2016-10-26


(Reservado direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Dama de prata…

Vistes o âmago do Universo
Crónicas de paixão em versos
Esculpidos na pedra anos a fio
Levadas pela chuva até ao rio

Alma de prata, filha da lua
Vestindo-te de vida nua
Na escuridão te vais deitar…
E no tempo acordar.

Abres os olhos para o dia
Em reflexos de sabedoria
Para as trevas iluminares
E o medo aniquilar.

Deita-te ao meu lado
E suaviza meu triste fado
Abraça minhas limitações
E pacifica meu coração.


Alma de prata…
Retira-me a casca
Minha Dama…
Liberta-me a alma.

António Afonso 2016/10/25
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Espero-te sonhando…

Espero-te sonhando…
Nestes dias cinzentos
Na saudade que se mostra
Resgatando a memória

Chamando por ti…
Quando o tempo se ausenta.
No espaço que encolhe
Sem a tua presença…

Assombrado sou…
Quando o sono se nega
E a noite se alonga
Até o dia cobrar…

O peito arde…
Quando balbucia teu nome
Pela porta do desejo…
Esperando eco.

Espero por ti…
No despertar de cada dia.
Na soleira da porta…
Que se abre ao suspiro…
De um coração vadio.

Que caminha para sul…
Desnorteado neste vazio…
Que em tempo preenchestes
Com o calor do teu corpo

Espero-te sonhando…
Neste ermo de esperança
Para poder te tocar…
E por um dia te beijar.

Espero por ti…
Sonhando…


António Afonso 2016/10/24

(Reservados direitos de autores – Lei 50/2004)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Gotas de paixão…

O pensamento desliza…
Na via molhada…
Pela sentida emoção …
Absorta na existência…

Procura uma saída…
Um sítio nunca achado
Uma terra nunca tomada
Um trilho nunca usado

Busca liberdade…
Um pedaço para sonhar…
Numa ilha de silêncio…
Onde o mar nunca se cala…

Investindo nas muralhas…
Nas portas fechadas…
Janelas lacradas…
Ao vento…

Buscando tolerância…
No olhar alheio…
Na palavra verdadeira
No derradeiro abraço

Abriga preciosamente…
O saber de outros tempos
A independência do ser
E o nascer da exaltação

As nuvens mentais…
Ameaçam descarregar…
Lagrimas de saudade…
Aos quatro ventos…

Gotas que a paixão…
Transforma em amor…
Incondicional…
Pelo ser humano…


António Afonso 2016/10/18
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Amor na tormenta...

Selváticas e velozes…
As emoções buscam-te…
Nos imos do meu ser…
Em alvoroço por te ver

Sentado ao pé do mar
Recordando tempos idos…
Revisitando a paixão…
Na cata de um sinal teu

Na brisa que sopra…
Sinto o frescor do teu ser...
Enrolado nas palavras…
Que ecoam na minha cabeça

Hoje, quero-te sentir…
Poder me afogar em ti…
Sem saber do amanha…
Nas ondas da vida

No cantinho da praia…
Espero por notícias tuas
Imaginando teu rosto
No vai e vem da maré

Diz-me se ainda existes
Na tormenta de cada dia
No choro que vira alegria
No advento da saudade…

Há tanta agitação…
Neste peito que suspira
Por um reflexo de ternura
Nesta imensidão de loucura

Luto contra as correntes…
Contra o vento que flagela
Quero ficar aqui...
A ver o mar…

António Afonso 2016/10/14

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O teu universo…

Não te consigo alcançar…
O universo desintegrou…
As estrelas do meu sonho
Na noite da tua partida…

O espaço se agigantou…
E levou-te para os confins…
De uma galáxia insondável…
Pela minha mente…

No rodopio da vida…
Os anos se fazem velhos…
O tempo fica sem tempo…
A esperança se encolhe…

Fiquei aqui…
Sem nau para viajar…
Sem mapa para te encontrar…
Agarrado às memórias.

Quando fecho os olhos…
Vejo teu sorriso rasgado
Lindo como a vida
Que sempre sonhei…

Queria sonhar de novo
Nossa paixão sem destino
Para que o amor…
Se expanda até ao infinito…


Até ti…

António Afonso 2016/10/12
(Reservados direitos de autor - Lei 50/2004)