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terça-feira, 29 de novembro de 2016

NOITE DE BRILHO...

A tua espera...
Perseguido pela solidão...
Escondo-me da tristeza
No meio da multidão...                                                  
 Vejo-te bonita…
Nas ruas de luzes…
Oferecendo sorrisos
Aos desavisados estranhos

Pairam sobre tua cabeça
Chapéus de cordéis luzentes
Que te querem enlaçar
Sem nunca mais apagar

Estão unidos pelas estrelas
No brilho do teu olhar
Que indaga a escuridão
Para aclarar meus passos

Caminho na alegria…
Abrindo janelas de saudade…
Na rua que se estreita ao infinito
E me leva nas asas do sonho…

Aguardo-te…
Nos trilhos do amor…
Nos cumes da esperança
Onde a vida dança…

Espero-te na noite…
Onde a estrela que brilha
Sempre a sorrir para mim
E se transforma em dia...

És tu!

António Afonso 2016/11/29

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 26 de novembro de 2016

O CÉU...NA TERRA...

O céu…na terra…
É uma escolha da mente
Onde a sabedoria descansa
Depreendido do ego

Uma ilha que deriva
Nos caudais do saber
E se mantém a tona…
Resgatada pela vontade

Vai trepando consciência
Desafiando a gravidade
Funambulismo nos cumes
Bambeando na corda da vida

Alucinações feliz…
Fragmento de realidade…
Que a mentira isola…
Mas o erudito cola

Nada se encontra…
Apenas o conhecimento…
Permite alcançar o trilho
Que nos leva ao paraíso

O céu na terra…
É um estado de ser…
Ele está omnipresente…
Basta saber amar…

O meu céu…
Está contigo…
Em ti...


António Afonso 2016/11/26

(reservado direitos de autor –Lei 50/2004)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

BORBOLETAS DE AMOR…

Abri o casulo do peito...
E Libertei mil borboletas…
Que penavam no coração…
Desde a tua partida

Esvoaçaram pelos céus …
E pintaram mil telas…
Com elas forrei meu quarto
Para colorir meus sonhos

Desenharam portais…
Para entrar no teu reino
cavalgando o arco-íris…
Da nossa paixão

Pedi-lhes em prece...
Para abençoar minha vida…
Com as cores dos teus olhos
E o brilho do teu sorriso

Guardo-te no coração…
Minha borboleta…
Onde meu amor por ti
Tem mil cores

António Afonso 2016/11/17

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 12 de novembro de 2016

Fluir em ti..

Sentei na pedra e chorei
Nas águas do rio tempo
Vi meu reflexo …
Distorcido pelas lágrimas

Quero escoltar a corrente
Mas ela se afasta sem dó
Levando consigo…
O reino dos meus sonhos

Hoje lavei minha alma
Nas águas sem rumo…
Purificadas pelo tempo…
Que outrora foi nosso…

Neste rochedo te espero…
Sem medo do futuro …
Pelo leito da esperança
Meu amor segue eterno

Dá-me força…
Faz de mim tua prece…
Em busca do nos dois…
Neste rio sagrado

Este Danúbio…
Que nasce do amor…
Que cresce a cada dia
E vai afluir ao coração

Deixa-me…
Fluir em ti…

António Afonso 2016/11/13
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 8 de novembro de 2016

DANÇAR SOZINHO...

Desenho:António Afonso
Não consigo deixar de dançar
Sozinho na minha mente…
Seduzido pelo bailar eterno
Dos teus movimentos…

Todas as noites…
Questiono as estrelas
Porque fui preterido
E outro escolhido?

No meu canto fiquei
Imaginando-te bela…
Eu sei que não sou mais
Aquele que pinta tua tela…

Sigo dançando sozinho
Perguntando as estrelas…
Se ainda continuas brilhando
Para quem teu sorriso levou

No meu canto fiquei…
Quando o choro parou
E outro secou tua lágrimas
para roubar teu brilho

És promessa…
De vida por cumprir…
ÉS sonho proibido…
Resplandecência do passado

Não consigo deixar de dançar
Na minha mente…
Seduzido pela batida do teu coração
Que ainda hoje sinto…

Não quero continuar…
A dançar sozinho…

António Afonso 2016/11/08

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

AMOR VELOZ...

Fugimos do mundo…
Sem cinto de segurança
Neste carro destravado
Pela loucura apaixonada

E as milhas voam…
A procura de sonhos…
Sem rumo imaginado
Pela via da fantasia…

Ela se deita aos pés…
Quando cai a escuridão
Somente a luz obedece
Quando o desejo nos une

Palavras sussurradas...
Amor suado…
Velocidade inebriada...
Desconhecendo travões

Somos livres…
Afagados pelo vento...
Movidos pela paixão…
Derrubando barreiras...

Somos conduzidos…
Pelo destino…
Atraídos com imano
Pela potência do amor

Aceleramos o bólide…
Cortamos as algemas…
Olvidamo-nos da realidade
Corrompidos pelo sonho

Destravados pelo desejo
Na estrada da exaltação
Iniciada com um beijo
Terminada com amor.

Com paixão…
Que não abranda…


António Afonso  2016/11/04

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)