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sexta-feira, 31 de março de 2017

Apenas amor…

Procuro-te sem parar…
Para além do tempo que chora
Nas estradas espelhadas de desejo
Que se refletem eternamente

Viajo nos trilhos das memórias
Perdido no labirinto das ilusões
Na busca de recordações…
Para jamais te esquecer…

Imerso no âmago do ser…
Indago tua ausência…
Apenas o silencio me fala
Neste sono forçado…

Vivo contra a corrente…
Neste rio de saudade…
Que serpenteia meus dias…
E me faz chorrar a alma…

Nesta chuva de lagrimas…
Não me quero afogar…
Tão pouco ser arrastado
Pelo profundo esquecimento…

Vejo-te na minha mente
Espelho partido de outrora…
Sobram apenas estilhaços
Que agora me ferem…

Espero-te sem delonga…
Neste universo infinito…
Onde os caminhos se cruzam
Para resgatar nossa historia…

Um amor sem licença…
Uma existência que renasceu…
Um feitiço que nunca morreu
Este amor que a vida nos deu

Apenas amor…

António Afonso    2017/03/31

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 28 de março de 2017

NO TOPO DO MUNDO…

No topo do mundo…
Sintonizei todas as antenas
Para captar as vibrações
Do ar que respiras…

Para sentir…
Nas veias em chamas…
As lagrimas pacificadoras …
Que guardas contigo…

Experienciar…
O bater do teu peito…
Compassado pelo êxtase…
Que não quer morrer

Nutrir teus lábios…
Cálidos de saudade…
Com beijos roubados…
Na calada da noite…

Nos confins do universo…
Ajustei meu amor…
Na esperança de ouvir…
Os apelos do teu coração

Perceber…
Que não és apenas sonho…
Nesta vida apressada…
Serás sempre minha amada

E se a vida deixar?
Contigo vou viver…
Feliz pela eternidade…
A sombra do verbo amar

No topo do mundo!

António Afonso 2017/03/28

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

quarta-feira, 22 de março de 2017

O ABRAÇO…

A porta se fecha…
E a luz se dissipa…
Por cima dos ombros…
Para traz fica alguém…

Afastas-te leve…
Essa pessoa vira passado
Anseias pelo nosso futuro
com malas do presente

As pernas sustem…
O peso da tua história…
Com muitas palavras gastas
E sonhos que o tempo roubou…

Agora sabes…
Sorriso nos lábios…
Ansiosa pelo abraço…
De quem a vida te afastou

A estrada não acaba…
Nascem milhões de metros
O momentos desaparece…
No início dos tempos...

Sinto teu sol regressar…
Na luz que me rodeia
E no ar o teu perfume…
Emprenha-me de sonhos

Vejo-te chegar…
Com a força da esperança
Busculando minha rotina
Com falas mansas…

Para me abraçar…
Com a força do mundo…
Sufocando meus medos
Com desejo eterno…

Apenas um abraço…
Que a distância negou…
Mas que com amor…
Agora te dou…

António Afonso 2017/03/22

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004) 

segunda-feira, 13 de março de 2017

SE O CAMINHO...

O caminho desconhece-me…
O vento varreu teus passos…
Levantando pó e folhas…
Para apagar teu sorriso.

Rodopio na minha mente
Confusão de tanta gente
Procuro-te em vão…
Nesta busca sem escolha…

Estou farto de gritar…
Até o silencio me quer matar
Sobram ecos na cabeça…
E batimentos no peito…

Recuso-me navegar…
Pelo trilho da dor…
Nesta escuridão encoberta
Procuro-te com ardor…

Se pudesse…
Se o caminho me reconhecesse?
Corria com alegria…
Até te encontrar um dia…

Fica quieta…
Não te agites…
Nos recantos da memória…
Deitada nas recordações

Deixa-me sonhar…
Que te posso tocar…
Para sempre te beijar
Enquanto souber respirar…

Abrir o livro do teu coração…
E com lágrimas de paixão…
Escrever o princípio e o fim…
Da nossa história…

Se o caminho…
Me reconhecesse…
Se os passos…
Me chamassem…

Então corria para te ver…
Sorria para te ter…
Amava-te com todo o querer…
Sem dia para morrer

Se o caminho…

António Afonso 2017/03/13

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 4 de março de 2017

A CHAVE DO MEU REINO…

Alguma vez…
Vivi no teu reino…
No teu tempo…
Na tua vida?

Será que travamos…
A mesma batalha…
O mesmo sonho…
O mesmo desejo?

O que faltou…
No nosso caminho…
Na nossa paixão…
No coração?

Pergunto-me…
Se o tempo se esqueceu…
Se a noite ocultou o dia…
Se a terra gira sem ti?

Nesta luta inglória…
Os demónios me rodeiam…
As sombras me cercam…
Só tua recordação me ilumina…

Desbravo a escuridão…
Nas ruas estreitas da saudade…
Vencendo a solidão…
Nesta busca pela eternidade…

Guardo-te na alma…
A cada novo dia que nasce…
A cada noite que se apresente…
Até ao fim dos tempos…

Estou no meu castelo…
Esperando por ti…
Para juntos travar novas batalhas
Até o nosso amor vencer…

Entrego-te a chave…
Do meu reino…

António Afonso 2017/03/04

(Reservados direitos de autor –Lei 50/2004)