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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Dá-me liberdade...

Quero liberdade…
Percorrer as recordações…
Onde se vive eternamente
E tudo permanece…

Desejo tocar…
As palavras imortais…
Pronunciadas pelos teus lábios…
Que atropelam minha vida…

Deixa-me viajar…
No teu olhar ausente…
Não te quero perder de vista…
Nessa tua vida longínqua…

Liberta meu peito…
Da dor que te busca…
E se confessa desesperada…
A emissária da esperança

Dá-me liberdade…
Nas asas do amor…
Para encontrar o céu…
Dos teus sonhos…

Quero divagar…
Na tua existência…
Quando o sol faz vénias…
Ofuscado pelo teu sorriso

Quero viver…
Nas palavras de amor
Potenciadas pelo desejo…
Da nossa liberdade…

António Afonso 25/04/2017

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

terça-feira, 11 de abril de 2017

SINTO-TE…

Chegaste …
Como uma tempestade…
Que atingiu meus dias
Com lágrimas de paixão…

Encharcado…
Dos pés a cabeça…
Ressaco toda a hora
Viciado em ti…

Fico extasiado…
Fantasiando acordado…
Dormindo em vigília…
Agarrado a ti….

Carpido em delírios…
Perdido no nevoeiro…
De uma vida omitida
Pela tua ausência…

Procuro-te…
Viajando nos teus dias…
Apeando-me no terminal…
Da tua existência…

Espero-te…
Sem data-limite…
Numa nova jornada…
Num mundo futuro…

Tenho todo o tempo…
De quem venceu a morte…
E de repente um belo dia…
Será de novo teu…

Desejo-te…
Como o ar que respiro…
Fluis-me nas veias…
Até aos confins da alma

Sinto-te…

António Afonso 2017/04/11

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

TÃO PERTO DE TI...

Um dia…
Meu mundo se deteve…
Quando os passos te levaram
A cruzar meu caminho…

Fiquei preso a ti…
Refém do teu olhar…
Esgarrado no seu brilho
Como quem não quer voltar…

Algemavas meu coração…
Sempre que me entregavas um beijo
Nos momentos de puro desejo…
Ocultando a chaves numa selva de paixão

Tão perto de ti….
Mil vezes já vivi…
Mas não te soube guardar…
Nem descobri como te posso resgatar…

Agora sei…
Sei que a vida tem um preço…
Quando amar é uma arte…
Que não sabemos valorizar

O medo cortou os laços…
Mas as raízes são tão fortes
Que ainda se prolongam…
Para poder te tocar…

Tão perto de ti…
Mil vezes já sonhei…
Mas não soube descrever…
O amor que senti quando acordei…

Espero achar as chaves…
Nesta selva de desejos
E algemar de novo teu coração…
Com o sabor dos meus beijos…

Para ficar…
Tão perto de ti…

António Afonso 2017/04/07

(Reservados direitos de autor – Lei 50/20004)