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sábado, 27 de maio de 2017

LIGADO A REDE...

Ligo-me a rede…
Com sede de notícias…
Procuro-te nos reflexos…
Que nascem na tela…

Auscultador nos ouvidos…
A música soa melancólica
Estremeço de saudade
Perante o brilho do teu olhar

Então deixo-me levar…
Pelos trilhos do desejo…
Fechos os olhos…
Para sentir teu beijo

Queria tanto voltar…
Aos nossos momentos…
Mas até a mente se cansou
De esperar sonhando…

Não sei mais que dizer…
Apenas olhar no vazio…
Ver-te nas redes sociais
Distante demais…

Cansado de viver no passado…
Ajoelho-me no presente...
Para chorar anos de dor…
Agarrando-me as memórias…

Os dias passam sem parar
Na estrada infinita da vida
Parece que foi ontem…
O” hoje” segue sem demora

Meu coração está cansado…
Fica difícil continuar…
Eu desespero para te tocar
Quero viver para te amar

ligado a tela…
Vivo sonhando…
Morro aos poucos…
Enlouquecendo por ti…

António Afonso 2017/05/27

(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sexta-feira, 19 de maio de 2017

RECANTOS DE PAIXÃO…

Vivo tacteando o destino…
Para sentir teu relevo…
Sou cego no meio da luz…
Sinto-me só na multidão

Desperta meu espirito…
Do passado moribundo…
Com acenos de esperança
E sinais de fumo…

Doa-me novo alento…
Nesta terra de desânimo…
Para seguir tuas peugadas
Sem nunca capitular…

Se no caminho ajoelhar…
Clama por mim…
E meu ser até ti chegará…
Para repousar no teu peito

Deixa-me voar nos sonhos
Abandona-me teus desejos…
Para te tocar por instantes
E sentir teu corpo ofegante…

Dá-me o teu tempo…
Oferece-me o teu calor…
Para aconchegar meu amor
Nos recantos da paixão…

António Afonso 2017/05/20
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

sábado, 13 de maio de 2017

Refém da loucura…


Por mais voltas que dê…
E demónios me torturem
Por mais gritos que dê…
Tu continuas ausente…

Foi há milhares de anos…
Que os anjos choraram-te
Neste mundo que porfia…
Espero-te por milhões de dias…

Refém da loucura…
A clemência se apresenta…
Para suavizar minha dor…
Com vislumbres do teu ser

Esta paixão de milénios…
Procura-te pelos séculos…
Desafiando milhares de medos…
Nos sacrários da insânia

Meu amor perdura…
Nos teus braços sigo…
Pelos egrégios tempos…
Até ao santuário do desejo

Esperto-te além…
Dispondo milhentas pedras
Na calçada infindável…
Do teu ansiado regresso…


António Afonso 2017/05/13
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

domingo, 7 de maio de 2017

EM CLAUSURA...

Enclausurado no passado…
Revejo todos os momentos
Suspenso na eternidade…
Perdido no tempo…

Lamento a covardia…
Quando vivias intensamente
Com palavras de amor…
A cada sopro de esperança

A fechadura enferrujou…
Não consigo abrir a alma
Fechada pela dor…
No limbo do arrependimento

E agora…
A quem falo…
Quem houve minha voz…
Quem sente meu desânimo?

Cada lágrima seca…
Cada grito abafa…
Cada gemido morre…
Sem teu sentido abraço

Tenho tanto para dar…
Amor a dobrar…
Apenas posso recordar…
O quanto desejavas amar…

Nesta prisão temporal…
Deambulo sem destino…
Pelas galerias das recordações
Dopado pelos sonhos proibidos

Em clausura…
Preso na cela das recordações
Peço-te a chave da liberdade
Para me evadir contigo…


António Afonso 2017/05/07
(Reservados direitos de autor-Lei 50/2004)