play music

domingo, 7 de maio de 2017

EM CLAUSURA...

Enclausurado no passado…
Revejo todos os momentos
Suspenso na eternidade…
Perdido no tempo…

Lamento a covardia…
Quando vivias intensamente
Com palavras de amor…
A cada sopro de esperança

A fechadura enferrujou…
Não consigo abrir a alma
Fechada pela dor…
No limbo do arrependimento

E agora…
A quem falo…
Quem houve minha voz…
Quem sente meu desânimo?

Cada lágrima seca…
Cada grito abafa…
Cada gemido morre…
Sem teu sentido abraço

Tenho tanto para dar…
Amor a dobrar…
Apenas posso recordar…
O quanto desejavas amar…

Nesta prisão temporal…
Deambulo sem destino…
Pelas galerias das recordações
Dopado pelos sonhos proibidos

Em clausura…
Preso na cela das recordações
Peço-te a chave da liberdade
Para me evadir contigo…


António Afonso 2017/05/07
(Reservados direitos de autor-Lei 50/2004)

1 comentário:

  1. Já te disse o quanto és intenso? Certamente sim, e não me acanho em repetir, escreves com tamanha intensidade que tuas palavras são sentimentos quase palpáveis para quem lê.
    Um abraço bem apertado meu amigo!

    ResponderEliminar