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sábado, 13 de maio de 2017

Refém da loucura…


Por mais voltas que dê…
E demónios me torturem
Por mais gritos que dê…
Tu continuas ausente…

Foi há milhares de anos…
Que os anjos choraram-te
Neste mundo que porfia…
Espero-te por milhões de dias…

Refém da loucura…
A clemência se apresenta…
Para suavizar minha dor…
Com vislumbres do teu ser

Esta paixão de milénios…
Procura-te pelos séculos…
Desafiando milhares de medos…
Nos sacrários da insânia

Meu amor perdura…
Nos teus braços sigo…
Pelos egrégios tempos…
Até ao santuário do desejo

Esperto-te além…
Dispondo milhentas pedras
Na calçada infindável…
Do teu ansiado regresso…


António Afonso 2017/05/13
(Reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

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