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quarta-feira, 7 de junho de 2017

LÁGRIMAS AO VENTO...

Ainda ontem…
O tempo era infindável…
A idade concluía de nascer…
O mundo se apresentava…

A voz ecoava…
A palavra se fazia…
Os ruídos rasgavam o silêncio
E a visão saía a descoberta

As primaveras se foram…
Levando tua sensualidade…
Deixando recordações…
E saudades aos milhões...

Levaste o meu tempo…
Para ocultar do meu olhar
Os frutos proibidos…
Germes da nossa paixão

Atirei aos quatro ventos
Lágrimas de amor…
Envoltas na esperança…
Para encontrar teu altar

Como se fosse semente
Momentos do agora…
Vividos intensamente…
No calor da tua hora…

Para germinar no teu peito
Com sabores de outrora…
Fortalecidos pelo desejo…
De uma nova aurora…

António Afonso 2017/06/07

(reservados direitos de autor – Lei 50/2004)

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