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terça-feira, 18 de julho de 2017

Salva-me…

Desperta minha alma…
Só vejo sonhos a ruirem…
Enclausurado entre muros…
Agarrado ao passado…

Ouve minha voz!
Ela fala quando anseia…
Hipnotizando o tempo
Com visões do futuro

Abre tua janela…
E deixa entrar o sopro
Que sustem minha vida
Nas asas da memória…

Desejo abraçar-te…
Nas planícies da quietude
Onde o beijo se escapa
Para despertar o ser…

Apenas sobrevivo…
Neste mundo vazio…
Que outrora..meus sentidos…
teu perfume embriagavam…

Quero desfazer as barreiras…
Que nos separam da paixão…
E edificar todas as pontes…
Que logrem unir nosso amor…

Apenas palavras escrevo…
Nas areias do tempo…
Para que um dia o vento as leve…
Numa brisa suave que te vá acariciar

Salva-me!
Visita meu templo…
Onde apenas tu existes…
Para me fazer sonhar…


António Afonso 2017/07/18

(Reservados direitos de autor – 50/2004)

sábado, 8 de julho de 2017

MAR DE PAIXÕES…

As emoções vadias…
Procuram-me nos atalhos…
Nas praias vazias da mente
Onde a solidão me visita…

Nas dunas desertas …
Perdidas na ampulheta da vida
Apenas a noite se ilumina…
Com a sombra dos desejos…

Vagueiam nas memórias…
Procurando avistar-te…
Sem nunca naufragar…
Em águas de outro mar

Deixaste-me a deriva…
Num oceano vazio…
Sem sal para curar…
Sem ondas para agitar

Como faço eu…
Para nadar até ti…
Chorar não enche mar
Tão pouco consigo boiar

Apenas consigo delirar
Com ténues reflexos…
De tempos ensolarados…
Pelo brilho do teu olhar

Neste mar de gente…
Sinto-me desorientado…
Sem a bússola do teu amor
Para me guiar até ti…

Os tubarões rodeiam-me…
Mas não prescindo de ti…
Outros ventos hão de soprar
Que me levarão ao teu porto

Serás minha sereia
Nas praias do sonho…
Nas águas da vida…
Nas noites de paixão…

Perscruto o horizonte…
Esperando divisar…
A terra do teu viver
Até a alma finar-se…
                                          António Afonso 2017/07/08  (reservados direitos de autores